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Facebook é alvo de processo por não pagar horas extras

Por| 31 de Outubro de 2017 às 12h42

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Facebook é alvo de processo por não pagar horas extras
Facebook é alvo de processo por não pagar horas extras
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Uma ex-funcionária do Facebook iniciou um processo contra a companhia no estado americano de Illinois alegando que a companhia classificou funcionários de forma errônea para não pagar horas extras uma vez que a carga de 40 horas semanais fosse ultrapassada. Caso aprovado pelo judiciário dos EUA, o caso pode se tornar uma ação de classe, aumentando significativamente o total de beneficiados e também as compensações a serem pagas.

O processo foi movido por Susie Bigger, que trabalhava como gerente de soluções para clientes e era responsável pelo relacionamento da empresa com anunciantes, além de auxiliar em planejamento e estratégias de marketing. No documento, ela alega não apenas ter horas extras a receber, como também relata um acúmulo de funções.

Em declarações, Bigger afirmou que é uma prática comum do Facebook classificar de forma errada funcionários sem funções gerenciais ou com responsabilidades de tomada de decisão. Ela conta que, apesar do nome, o cargo é voltado diretamente para o relacionamento com os clientes, constituindo a linha de frente da estratégia de publicidade da plataforma.

A falta de pagamentos de horas extras, na visão dela, também seria fruto de outra dinâmica da empresa: o pagamento de comissões. Entretanto, essa possibilidade só estaria disponível parcialmente, em alguns clientes, e com porcentagens menores, que geravam valores inferiores ao que seria pago caso os funcionários tivessem direito às horas extras.

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No processo, Bigger cita que 200 outros empregados, em diferentes posições, teriam sido classificados erroneamente e por motivo semelhante. Essa informação ainda depende de confirmação e é um dos pontos a serem levados em conta pelos juízes na transformação ou não da disputa em uma ação de classe, que poderia beneficiar os colaboradores em tal situação.

Seja como for, a ex-funcionária do Facebook afirma que a ultrapassagem do limite das 40 horas semanais era constante devido à pressão do trabalho. Por isso, exige não apenas o pagamento das horas extras devidas, com correção, como também indenizações por danos morais e o acerto total dos gastos que teve com advogados para o processo.

Em comunicado oficial, o Facebook categorizou a ação como “sem o devido mérito” e disse que vai se defender “vigorosamente” das acusações de sua ex-funcionária. Não há prazo para a justiça dos Estados Unidos avaliar o processo e seu caráter.

Fonte: Quartz