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Desenvolvedores ficam metade do tempo que demais profissionais no emprego

Por| Editado por Claudio Yuge | 03 de Dezembro de 2021 às 17h20

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Envato / Rawpixel
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A evolução de startups no mercado criou um fenômeno curioso no Brasil: profissionais de tecnologia têm ciclo até 50% mais curto que colaboradores de vendas, marketing, supply, finanças e recursos humanos. A análise é da The Bonding, uma HRtech especializada em recrutamentos com base em match cultural.

A empresa avaliou o tempo de permanência de 600 profissionais de tecnologia e analistas plenos, seniôres, líderes de projetos e supervisores. No Brasil, já há mais de 13 mil startups, segundo relatório do Google. Para promover a transformação digital, os desenvolvedores estão em alta e isso lhes dá condições vantajosas e benefícios cada vez mais criativos.

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Enquanto analistas de outras áreas ficam em média 2,3 anos nas empresas, os programadores ficam cerca de 1 ano e 2 meses. Murilo Arruda, CEO da The Bonding, diz que profissionais seniôres costumam ficar 1 ano e 9 meses nas companhias e outros analistas chegam a até 2,6 anos. “Já os Project Leaders vão embora após 2,1 anos e os supervisores permanecem por até 3,4 anos”, aponta.

Ele diz que o ciclo de um profissional de tecnologia tem sido cada vez mais curto nas empresas. “Se por um lado isso significa rápido crescimento financeiro, por outro pode trazer uma desvantagem reputacional”, indica.

Oferta de vagas sem precedentes

Para o executivo, a oferta de vagas é sem precedentes em toda a América Latina. Os mercados de trabalho argentino e colombiano são similares ao brasileiro, mas chilenos e peruanos são diferentes. Nesses países, os ciclos são 20% mais altos, já que eles passam por um alto crescimento no momento.

Arruda destaca que é preciso ter ideias inéditas para atrair esses profissionais. “Isso alterou o modo como a economia foi formatada: os benefícios e as condições de trabalho estão cada vez mais considerados pelos desenvolvedores. Além de home office, day off e bônus por desempenho, há empresas criam planos de fidelidade. Outro aspecto é o recrutamento e seleção proativo, em que se buscam profissionais mesmo que não haja posição aberta.”

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A The Bonding tem mais de 300 mil usuários e 30 mil empresas cadastradas. Ao todo são mais de 6 milhões de matches disponíveis em sua base de dados. Arruda conta que o momento é propício para planos de retenção, com políticas diferenciadas para fazer que os profissionais queiram ficar nas empresas.

Em empresas mais bem-sucedidas, há acordos para transformar o benefício de bem-estar em desconto para comprar itens inimagináveis até então. “São Playstation ou outros itens de interesse, identificados com os valores culturais dos profissionais”, diz. “É preciso começar a entender melhor as necessidades dessas pessoas tão importantes nesse processo de transição da nossa história.”